







Depois de umas cinco horas de ônibus, chegamos finalmente a Viena. Fui dormindo boa parte da viagem e aproveitei para tomar um cafezinho que a empresa servia... hehehe... Chegando lá, fomo procurar o escritório da student agency para comprar os bilhetes para Praga. O ônibus deixou a gente na estação de trem, acho, perto da roda gigante, ponto turístico de lá. Lá vamos nós, atrás dessa agência, e nada. Ligamos pra lá e descobrimos que não tinha agência ali, so existia uma que era em Praga, o resto era apenas via net e para comprar na net precisa ser com dois dias de antecedencia, ou seja, lascou! Tinha a segunda opção, a Eurolines, mas não sabiamos o endereço. Então resolvemos ir andar pela cidade e procurar um cybercafé, algo do tipo que tivesse como acessarmos o site da empresa e pegar o endereço.
Depois de andar pelo The Ring, pegamos o metro para irmos para o "Versailles de Viena". Entramos pelo portão lateral do Palácio, e chega deu aquela preguiça de andar até lá. Era uma rua bem, bem extensa!! Schönbrunn é interessante, mas nem se compara com Versailles. Foi lá que Maria Antonieta passou seus primeiros 16 anos de vida, antes de se casar com o Delfim francês. Eu li por ai que Mozart, aos 5 anos de idade, achava que era noivo de Maria Antonieta!! Coisa mais linda, não?!
Quando chegamos em Budapeste, a primeira imprensão da estação foi: Caramba, que lixo!! A estação por dentro é feia e suja, toda esculhambada, parecia a rodoviária de JP, so faltou os cheira-cola por lá. Mas quando sai, e vi a estação por fora, me admirei: Que bela entrada!!! Que bela cidade!!! Iamos pegar um ônibus para chegar até o Danúbio, mas decidimos ir andando, porque não sabiamos onde comprar passagem e nem qual pergar!! Mas vale a pena a caminhada. Era a rua principal, acho, e haviam lindos prédios, com detalhes interessantes, pareciam serem antigos, mas mesmo assim novos. E a rua super movimentada, também, uma segunda-feira final de tarde.


Com uma temática polêmica, O Jardineiro Fiel é um filme que tanto faz o telespectador refletir sobre os problemas sociais que assolam a África, quanto se deleitar com quadros e cenas de romance e dedicação a uma causa justa e nobre. O filme, dirigido por Fernando Meirelles, mesmo diretor do aclamado Cidade de Deus, conta a história de Tessa e Justin, um casal com diferentes ideologias, mas que vivem uma grande história de amor que termina de forma trágica. Logo no começo, o telespectador se depara com a verdade cruel: Tessa está morta, vítima de um atentado durante uma viagem.
O Jardineiro Fiel conta a história de Justin (Ralph Fiennes), um diplomata inglês que se apaixona por Tessa (Rachel Weisz), uma militante das causas humanitárias. Os dois têm características distintas, Tessa luta veemente para ajudar os mais necessitados e é absolutamente apaixonada pela causa que ela acredita ser justa, e está sempre disposta a entrar em ação para defendê-la. Justin é totalmente racional, prefere ficar cuidando do seu jardim ao invés de se dedicar à causas maiores, é um homem de palavras e paciência. Mesmo com suas diferenças ideológicas, os dois têm uma história verdadeira e apaixonante, dela surgindo uma gravidez.
A ação do filme começa quando Justin precisa desesperadamente saber o que realmente aconteceu com a sua esposa, as autoridades locais comentavam que o crime fora passional já que o médico Arnold, que estava com ela no carro, encontrava-se desaparecido. Nessa busca por respostas, Justin realmente passa a conhecer a sua esposa e a amá-la ainda mais.
Logo no começo nos deparamos com um flashfoward, mostrando uma cena importante e que irá repetir-se mais adiante: a última despedida de Tessa e Justin, ela indo de encontro à sua morte trágica. Depois vem a cena da notícia de sua morte seguida de flashback de como eles se conheceram e começaram o relacionamento amoroso. Zooms em seus rostos evidenciando os seus sentimentos e desfoques de lente acontecem muito no decorrer do filme. No início da cena do reconhecimento do corpo, percebe-se que a câmera é objetiva, é aquilo o que Justin está vendo, a câmera é o seu olho, e está em constante movimento (câmera na mão). O filme, mesmo com um narrador onisciente, em certos momentos a narrativa é o ponto de vista de Justin, no qual o seu conhecimento sobre a história é limitado e tanto ele quanto o telespectador vão conhecendo no decorrer do filme novos fatos. A história não é linear, e mesmo sabendo que Tessa está morta, sua presença é viva e constante em todo o filme.
O filme mistura temas que aparentemente são distintos, é um drama, um thriller de suspense e ação investigativa, e ainda coloca em pauta a discussão sobre um assunto polêmico e político-social, denunciando o que as grandes empresas e governos fazem na África. Baseado em livro homônimo, o filme tenta passar a atmosfera de lutas sociais e investigação tipo policial, para descobrir bandidos e mocinhos e a verdadeira história que cerca o sistema de doações para a saúde no Quênia.

O Vestido era mais ou menos assim...